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Mapa e entidades debatem destinação de carcaças

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou que, em 90 dias, um Grupo de Trabalho (GT) formado por governo e setor deverá elaborar propostas para o direcionamento correto de carcaças de animais que morrem por causas rotineiras ou catastróficas. Portaria publicada no Diário Oficial da União criou GT com essa finalidade. O grupo será composto por integrantes do Departamento de Saúde Animal (DSA), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa; Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). Esse tratamento adequado ao material recolhido é um problema que afeta a maioria das propriedades rurais produtoras de suínos, aves e bovinos. A preocupação se deve especialmente à falta de uma regulamentação específica para a remoção e destinação que atenda aos aspectos sanitários, ambientais e econômicos.

Segundo nota no site do Mapa, a Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), tem atuado na avaliação de práticas e tecnologias apontadas como rotas tecnológicas: compostagem acelerada, biodigestão anaeróbia (decomposição de matéria orgânica que ocorre na ausência de oxigênio gerando o biogás), desidratação, incineração e reciclagem industrial de carcaças (rendering) para a produção de farinhas, gorduras, fertilizantes e outros coprodutos de valor agregado. A avaliação das rotas é realizada por meio do projeto Tecnologias para Destinação de Carcaças (TEC-DAM), que conta com a participação da Embrapa Gado de Leite (MG) e do Mapa.

Graxarias – Ainda segundo a nota, a reciclagem animal é a atividade que processa as partes não comestíveis do abate, transformando-as em gorduras e farinhas de origem animal. O Brasil está entre os quatro maiores produtores de reciclados. Existem duas modalidades de reciclagem: aquela feita por empresas associadas aos frigoríficos, as graxarias, e as indústrias independentes, chamadas de fábricas de produtos não comestíveis (FNPC). Os últimos dados apontam que o setor tem 512 empresas, das quais 343 são graxarias e 169 FNPC. A atividade garante a retirada anual de mais de 12 milhões de toneladas de subprodutos de origem animal, em sua maioria, destinados à nutrição animal (rações). Sem a reciclagem, haveria elevado risco sanitário (propagação de doenças) e poluição ambiental.

Fonte: Carnetec

 

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